domingo, 1 de janeiro de 2012

Papai Noel Filho da Puta

Dia 25 de dezembro, eu e Nat chegamos na casa onde tinha abrigado a festa anterior. Compramos singelas 5 grandes de Budweiser para uma festa de 12 pessoas, onde  apenas 4 de nos bebiam massivamente. Isto tudo para o dia 24, lógico sobrou cerva 'pra caralho'  , tipo duas grades e meia. Na tarde do dia 25 tínhamos a "missão" de acabar com tudo antes que fossem pegar os engradados. Eu, Nat, Italo, Nei e Arthur. É 13 quase 14, gritava Arthur enquanto servia os copos de qualquer jeito, jogando cerva nos copos, na nossa cara, por todo o lugar, sempre que abria uma garrafa nova todos juntavam os copos tentando evitar o desperdício. Nos goianos malucos temos uma tradição chamada "brindou virou" bem auto explicativa, brinda-se e vira o conteúdo do copo seja lá qual for. Estamos implantando esta tradição no ES faz um ano e meio. No meio de um desses brindes surge uma invenção incrível, inovadora que quebraria todos os paradigmas bebisticos ate então, o "brindou desgraçou".  Brindamos, bebemos, jogamos a mesa pro alto, chutamos as cadeiras, e damos um peixinho no chão gritando "peixinho". Era um pátio amplo e fazia muito calor, usávamos uma mangueira para molhar o piso, tomar banho e nos refrescar, a cerva geladíssima também era usada para o banho. Nos o os loucos do natal sem família nos tornamos irmãos, fazíamos tudo juntos e éramos coordenados por gritos de guerras vikings, brindou desgraçou, peixinho. Em um momento desses estávamos ouvindo papai noel filho da puta, a letra tem os seguintes disseres "Presenteia os ricos e cospe nos pobres. Papai Noel filho da puta rejeita os miseráveis. Eu quero matá-lo! Aquele porco capitalista". Para nossa imensa surpresa e alegria uma procissão passa em frente nossa festinha, os católicos de um lado da rua e os descrentes do outro, separados apenas por uma grade parecíamos uns macacos ensandecidos, pulando gritando, blasfemando dentro de um zoológico quente e úmido As criancinhas, o velhos, os adultos, todos chocados com aquilo, tentando ignorar um som de 140 decibéis gritando  "Aqui não existe natal! Aqui não existe natal!... Mas nos vamos sequestrá-lo e vamos matá-lo!" A galera do fundão da procissão já era mais de boa, uns manos até deram risadinha. Quando eles passaram, nos olhamos desacreditados. "o que foi aquilo?, se eu contar ninguém acredita". "Mano, que bagulho louco", falou Nei. Arthur disse "cara isto acabou de acontecer, mas já virou historia". "Peixinho!"

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